Explicando erros que nada importam no contexto

Nao vou mais me importar com acento circuflexo e agudo, til, trema e ate mesmo cedilha, nao tenho aqui um teclado apropriado para isso. Me desculpem professores e a lingua portuguesa e brasileira.

5.3.09

Sonho premeditado

Uma chave, uma fechadura. Essa história começa literalmente abrindo uma porta.

Como sou feliz em morar nesse apartamento, um local bom, tenho condução pra qualquer lugar da cidade ou até mesmo do país com transporte coletivo não muito lotado, ilusão? é, pode ser, mas é por que você não mora por aqui. Vigésimo andar, um por andar, pé direito alto, janelas com abertura ampla, vigas e mais vigas que habitam junto comigo e mais meus moveis, só e nada de paredes, o único cômodo que é separado são o banheiro e o lavabo, uma sacada mediana que é intercalada com os outros andares, cada andar a sacada se encontra em um lado do prédio pra poder ter maior entrada de luz. Há nele ainda uma rede, um mini cinema, um fliperama, sistema de som ambiente e outros entretenimentos. Enfim, um sonho.

Eram por volta de 4 ou 5 da tarde de um dia de semana qualquer. Porta destrancada, mas antes de abri-la, me passou uma leve brisa com um perfume feminino suave, mas foi o suficiente pra que eu notasse e me virasse pra ver se havia uma mulher por perto, mas não, não havia. Giro a maçaneta e empurro a porta. La estava ela, no sofá, deitada, meia sonolenta, tomando algum drink qualquer. Minha mulher, não é extamente minha mulher, não somos casados mas ja a chamava assim, minha mulher.



Eu: Hey!

Ela: Tentei de ligar a tarde toda...

Eu: Sem problemas, estava meio ocupado.

Ela: Sei... Você quase sempre fala isso, mas tudo bem. - meio que dando de ombros, mas na sequencia ja abriu um sorriso, que me fascina, e foi falando e se aproximando - Fiz um drink pra mim, você estava demorando... E queria fazer algo, estava entediada, quase dormi sabe? Não te vejo faz um tempo.

Sem hesitar, ri descomunalmente.

Eu: Mas a gente esteve juntos esta manhã.



Quando ela se encostou em mim, coloquei minhas tralhas no sofá ao lado e lhe beijei.

Ficamos aquele fim de tarde toda jogados na sala vendo TV, enquanto eu relaxava ela sempre tinha uma mania que sempre foi dela, única e original pra mim, gostava de apertar e morder minhas orelhas. Ora achava estranho, ora achava a melhor coisa do mundo.

Sem saber ao certo o que acontecera desde o momento em que destranquei a porta, tento me lembrar de alguns momentos ao decorrer desta cena, que parecia uma cena anormal de filme, mas que não me lembro de tudo.

Ilusão? é, pode ser até mesmo um sonho, que na sequência abri os olhos com o barulho da porta principal se destrancando e abrindo. Era ela, entrou linda, minha mulher. Com a porta ainda aberta, os cabelos voavam e ficava ainda mais bonita, parecendo cantora em clip de televisão com cabelos esvoaçantes, com o rosto levemente maquiado.



Ela: Hey!
Eu: Tentei te ligar a tarde toda.
[...]



Sim, tudo aquilo foi um sonho.

1 comment:

manuel_martins said...

ja pensou que a história poderia ter um conflito se tornasse a sonhar ao contrário!?