Explicando erros que nada importam no contexto

Nao vou mais me importar com acento circuflexo e agudo, til, trema e ate mesmo cedilha, nao tenho aqui um teclado apropriado para isso. Me desculpem professores e a lingua portuguesa e brasileira.

22.6.08

O Homem se mata para viver

Acordo, como todo mundo, com um pouco de bafo e respirando um ar nada agradável, seco e gelado, até parece que estou num país onde a temperatura média é de 10 graus centígrados. Minhas narinas estão cheia de corisa, normal pra quem acabou de sair de um resfriado, não me sinto cem por cento. Levanto, faço minhas necessidades higiênicas e depois disso me sinto bem, tomo café da manhã, arrumo minhas coisas pra ir ao trabalho, e ponho meus pés na rua.
É impressionante, quando chego proximo a uma das principais vias da minha cidade "interiorana", já sinto a podridão humana, do descaso, da poluição, seja ela sonora, visual ou simples e pura poluição do ar, sinto meu nariz rachar por dentro, sangue. O frio que eu sentia a pouco, ja não sei se posso dizer que estou com frio ou calor, pois logo as 8 horas da manhã o sol ja está fervendo o solo dos terráquios, mas é louco não? é só passar uma nuvem gigante e tudo volta ser frio, vento gelado, penetra nos ossos como se fossem agulhas ou facas invisíveis. Emfim chego no trabalho.


Emfim acabou mais um dia de trabalho e vou saindo pra pegar o troleibus, e mais uma vez sinto o meu nariz se rachar, pelo frio, pela poluição, ja não me bastava assoar o nariz regularmente e saia um pouco de sangue nessas horas, meio bizarro mas é real, agora novamente mais uma doze de poluição, "é claro que estou afim", vamos apodrecer, vamos feder, vamos defecar, vamos tocir, vamos vomitar, vamos arrotar. Que ridículo, o Homem se mata pra viver. Por enquanto faço a minha pequena e singela parte, é pouco mas já é alguma coisa, pode ter certeza, farei muito mas muito mais que isso. Bom, agora é hora de esperar o troleibus, que ingênua felicidade, que durou por volta de cinco minutos, depois disso foi contentamento obrigatório monentâneo e raiva misturado com ódio, digamos que entre 15 troleibus que passavam 2 iam pro meu destino e desses 2 todos chegavam lotados, não cabiam se quer uma agulha. Esperei cerca de 30 a 45 minutos. Emfim, peguei o troleibus lotado e logicamente fiquei mais irritado, irratação a parte cheguei no meu destino.


Desci, e mais uma vez, o vento me cortava os ossos como navalha. Andando percebi que de uns tempos pra cá, 3 ou 4 anos, aumentou o fluxo de carros na minha cidade "interiorana". Caos provocado por um jogo de politicagens estúpidamente feitas pra alavancar os negócios das imobiliárias da região da grande ABC e mais especificamente de São Bernardo, onde foi assinado o contrato de expanção dos negócios imobiliários pelo "grandessíssimo" prefeito de São Bernardo do Campo autorizando mais de dezenas de projetos "arranha-céu" residenciais e comerciais, causando aglomeração e super-lotação da cidade, causando caos no tráfeco de trânsito, e consequentemente emitindo mais poluição, aumentando o aquecimento global, cortando árvores, criando mais sombras monstruosas, umidecendo e enterrando as casas no escuro da humanidade, os fungos se procriarão, mais podridão, mais fedor, mais morte. E os carros eram tantos que nem ao menos eu podia atrevessar a minha propria rua, pra poder entrar em casa. É foda!!!


Tento não me estressar mas é impossível, o jeito é aceitar isso, fazer com que eu me sinta parte disso, infelizmente mas vai ser assim. Não me conformo mas tento aceitar, tenho que aceitar, ou então adoecerei a cada dia que passa. Estou passando por um processo de adaptação, de libertação da mente, e isso exige tempo e paciência. Tempo para perdoar e me libertar das coisas ruins que me acontecem, estresse, "briguinhas", birras, orgulho, distancia, assim me harmonizando com tudo isso. Paciência para aprender a lidar com a ciência da paz, aceitar as coisas como são, e acima de tudo aceitar a situação em que estou, vivendo nessa realidade, nua e crua, sem ao menos ter um "refúgio" seguro. Mas tenho certeza que há um "refúgio" seguro a minha espera, já está guardado só pra mim. Então não há por que me pré-ocupar.