Explicando erros que nada importam no contexto

Nao vou mais me importar com acento circuflexo e agudo, til, trema e ate mesmo cedilha, nao tenho aqui um teclado apropriado para isso. Me desculpem professores e a lingua portuguesa e brasileira.

31.5.08

Sentimentos Vagam


Muitas vezes eu não tenho certeza do que eu sinto, raiva, ódio, saudades, nostalgia, amor, gratidão, felicidade, tédio, vontades que vêem do nada, culpa, tristeza, paixão, compaixão, incompreensão lógica e racional, necessidade de fazer sexo que também não deixa de ser um sentimento, euforia, desespero, esperança, e tudo isso de uma vez, junto e misturado, é assim que muitas vezes eu fico sem saber explicar nada a ninguém. Isso se deve ao fato de eu não compreender os fatos como eles devem ser compreendidos? Será? Será que eu sou tão duro e chato assim? Será que só eu sinto isso? É, eu sou chato sim, sou ranzinza, pareço um velho quando exponho minhas idéias, e vou ser arrogante e incompreensível a ponto de dizer que só eu sinto isso.


Não me conformo com muitas coisas que acontecem na minha vida, eu quero sempre que tudo, tudo, dê certo, enquanto as coisas e sentimentos não estiverem no seu devido lugar irei me incomodar. Bom, acho que isso não é nenhuma novidade pra ninguém. Creio que todo mundo é um pouco assim.

Minha vida profissional está caminhando muito bem, e agradeço pelas oportunidades que me aparecem, mas a minha vida pessoal quase sempre é instável, cheio de altos e baixos, mas parece que sempre tem mais baixos que altos. E esses muitos baixos que aparecem não compensam nem um terço dos poucos altos que tive, isso é extremamente desanimador, decepcionante, triste, me proporcionando altos índices de baixa auto-estima. Será que eu não estou me entregando o suficiente aos relacionamentos? Será que é ela que devia se entregar mais? Como eu vou saber? Isso é uma coisa muito incerta.


Quando me deparo, e fico perante e consequentemente preso ainda a um relacionamento terminado por obrigação sinto meu peito doer por dentro, parece mágoa mas não é, parece tristeza mas não é, parece desespero mas não é, saudade? Sem dúvidas. Amor? Talvez. Mas esses meus pensamentos são insignificantes perto do que realmente eu quero, e tudo que eu quero eu consigo, seja lá quando for, mas eu consigo.


Quanto aos meus sentimentos eles não valem nada quando tenho certeza de uma só coisa, que no momento os meus sentimentos por ai vagam, como almas penadas, espíritos que não incorporam, que são inofensivos e insignificantes pra qualquer um.

22.5.08

_



E
la não quer dar atenção
Ela sabe do que é capaz
Ela sabe o que é perdão
Mas não sabe o que faz

Sensível ela se magoa com facilidade
Mostra sabedoria mas não tem idade
Corre atrás do prejuizo
Mas aje sem juízo

Sua energia é levada pelo vento
Ele entra com o vento em sintonia
Mas a ilusão toma conta do pensamento
E houve então uma desarmonia

Sintonia é a alma do amor
Ela é forte mesmo com a dor
E agora o perdão está aí com harmonia
Ele e ela sabem viver com sabedoria

Ele sente o vazio do oco
Ela sente que é recíproco
Ele possui o verdadeiro sentimento brutal
E ela é o mais belo e sensível cristal

15.5.08

Toe.

Toe

Essa banda entrou na minha vida, fizeram-me refletir sobre idéias musicais, jeitos diferentes de compor, único, universal.


Uma banda japonesa formada por 4 rapazes: Satoshi Yamane [Baixo], Takaaki Mino [Guitarra], Takashi Kashikura [Bateria], Hirokazu Yamazaki [Guitarra e Vocais].

Musicas muito sentimentalistas, por isso universal, só pela melodia já passam sentimento, transmitem o que querem passar sem letras, muito transcendental.


Estava eu outro dia no meu antigo trabalho de produtor, sentado em frente a um Lap-top do meu editor na época, e de repente chega o Renan, o cidadão que me apresenta a banda. Então ele me mandou entrar no myspace da banda (www.myspace.com/toemusic) e então coloquei o video ao vivo dos caras... foi meio que paixão a primeira vista.


A partir daí fui atrás de outros materiais da banda, orkut, youtube, discografia, tenho quase tudo, quase, por que não é minha favorita, mas é uma das mais interessantes bandas que eu já ouvi na vida. Misturam alguns elementos do rock, nada muito absurdo, mas a simplicidade da banda torna a musicalidade uma preciosidade. Sensacional!

Bom, já falei demais né? Historinhas, opiniões a parte...


Se quiserem saber mais vale a pena conferir o site dos caras que é bem animal: www.toe.st/


video

Desculpem os erros de portuga, mas beleza...
Quem quiser material da banda pode falar comigo que eu arranjo... bom, não sei por que estou escrevendo isso quase ninguém le essa porra aqui... e os poucos que leêm, provável que nem se interessem, mas foda-se, está aí, recado dado... lembrando que isso é quase tudo...

bejooo ae seus putos
PS. e um especial pra Helô, desculpa minha linda... auhauhauahuh
Namastê

7.5.08

Somos todos irresponsáveis

Sentado na cama, ansioso e inquieto me levanto, ascendo um insenço e tomo minha ultima doze de conhaque. Abro uma fresta da cortina e vejo pela janela a rua, quero ter a certeza que ninguém está me vigiando, então confiro todas as minhas malas, documentos, pastas, dinheiros. Sento novamente na cama e tiro o telefone do gancho que está no criado-mudo, disquei com calma, não podia errar. Enfim alguém do outro lado puxa o telefone e eu vou logo me prontificando:

- Alô?

- Fala!

- Como assim ”fala!”??? ce ta achando que ta falando com quem?

- Com o cara que me deve...

Pausa. Um sorriso se abriu em meu rosto e continuei:

- Acho que quem deve algo aqui é você, sabe do que estou falando, não seja hipócrita!

- Nossa, mas quanta audácia!

Pausa. Senti uma forte respiração profunda do outro lado, me pareceu algo saudosista, movimentos, papéis, e novamente uma forte e profunda respiração e do outro lado continuou enquanto minhas mãos suavam:

- No telefone você é tão macho! Sabe que adoro esse tipo de complexo...

- Não fuja do assu...

Repentinamente fui interrompido:

- Complexo de masculinidade, de poder, isso me excita!

Pausa.

- Pronto? Já fez o seu showzinho? Com certeza está com alguém, e faz isso só pra demonstrar superioridade na conversa, sabe que isso tem que ser confidencial, nosso plano está prestes a se realizar, e ninguém pode ficar sabendo.

- É eu sei, mas sabe também que eu faço tudo do jeito que combinamos, não estou com ninguém e ninguém sabe do nosso plano, bom, pelo menos que eu saiba...

- Enlouqueceu? Se souberem, provavelmente já estão fazendo algo a respeito, e não conseguiremos. É agora ou nunca! Estamos na ultima parte do plano, já está com tudo pronto?

- Fica tranqüilo, é agora! Está tudo pronto!

Pausa. Passo a mão na cabeça e sorriu de leve, com firmeza faço meu ultimo juramento:

- Juro que te mato se me deixar na mão mais uma vez! Sabe que o faço!

- Acho que você enlouqueceu! Não brinque comigo, seu safado! Eu te pego!

- Ui! Então vem me pegar!

Pausa. Ouço barulho de dedos sendo estralados.

- Estarei aí em quarenta minutos.

- Não perco por esperar.

Ainda com o telefone na orelha o sinal de híbrida soua. Ponho o telefone no gancho e preparo mais uma doze, e ascendo mais um.

Depois de mais ou menos quarenta minutos, meio dormindo e meio acordado, levei um susto com o barulho do carro lá fora, levantei, abri um fresta da cortina, chegou. Fui olhar de todos os ângulos da janela pra ver se não estava sendo seguido. Não, não estava!

Esperei até que a maçaneta se abrisse sozinha, e então ela se meche, e a porta se abre.

Pausa. Antes que eu visse a figura meu coração batia forte, tão forte quanto a primeira vez que a beijei, fazia uns três ou quatro anos que não nos víamos, quase vomitei.

A porta se abre por completo e vejo sua imagem enquadrada, não tão bem enquadrada, pois ela é baixa, ela batia um pouco a cima de meus ombros, mas estava dentro do quadro da porta, com metade do cabelo preso e a outra metade solto que iam pra mais da metade das costas, negros e lisos, usava brincos de argola, eram simples mas em seu rosto mais pareciam jóias preciosas. Seu rosto meio infantil, com nariz um pouco arrebitado, abriu um sorriso esplendido, espetacular, lindo, ela era uma das coisas mais lindas que eu vi depois desses três ou quatro anos. Ela fechou e trancou a porta, correu ate o outro lado do quarto e me deu um abraço demorado, depois me olhou nos olhos e pediu desculpas, o seu queixo tremeu e vi escorrer uma lágrima dos seus olhos. Limpei a lágrima que escorreu pelas suas bochechas lisas, rosadas e levemente arredondadas, e beijei aqueles lábios carnudos e brilhantes pelo “gloss” e sempre que ela me beijava, ela segurava no meu pescoço tão fortemente que muitas vezes chegava a me machucar, mas isso é só um detalhe, então fiz com que ela deitasse na cama.

Pausa. Aqui vocês já sabem o que acontece.

Depois de umas 2 horas, começamos a nos arrumar definitivamente:

- Você chegou em menos de quarenta minutos hein?

- Você me faz isso! É culpado pelo meu amor!

- Não me culpe pelo seu amor, você é a culpada pelo seu amor.

- Você é o meu amor, é responsável por ele.

- Então somos todos irresponsáveis.

Um beijo demorado, um abraço.

Entramos no carro e fomos embora. Pra onde? Qual era o nosso plano? O que iríamos fazer? Onde estávamos? Quem devia pra quem? Devia o que?

Só Deus sabe!

5.5.08

Hyperactive

Ha um tempo atrás ja tinha visto esse video antes, mais ou menos um ano e meio, mas não tinha colocado nos meus favoritos, não sei por qual motivo, e acabei perdendo, e então depois de muito tempo achei de novo, e como eu achei vou coloca-lo aqui. Muito engraçado esse video, muito bem feito, muito bem editado, e muito criativo.

video

ou então o link direto do youtube pra quem preferir: http://br.youtube.com/watch?v=1fO_gEI-0Ps

E isso é quase tudo...

comentem ae galerinha do Bronk´s!!!!

bejo ae seus putos

1.5.08

Utópico talvez, mas não impossível

Outro dia, estava andando e pensando, era véspera de feriado, um desses que o feriado é na segunda ou na sexta-feira, prolongado, voltando do trabalho pra casa. E, com minhas carências, angustias, decepções, com minhas vontades de amar e ser amado de um solteiro de longa data, pensei que eu pudesse ter um simples romance de feriado.


E, também pensei no meu antigo romance e nos corriqueiros casos perdidos que me apareciam, decepcionantes, me causando mais fome de ser acariciado, amar e ser amado, causando mais sensação de impotência (por que impotência?), não que eu não tenha feito de tudo, mas... faltou algo, é comparativo e é nostálgico aos que virão sim, e eu não devo explicações a ninguém sobre isso, e também é um pouco de revolta.


Então, me veio em meio a pensamentos e desejos incontroláveis a vontade de ter um romance de feriado, utópico talvez, mas não impossível, daqueles intensos em que você só pensa nela, pensa quando está com ela e quando não está, não precisa ser daqueles que se faz loucuras num parque, na rua, no cinema, ou em qualquer lugar público que seja (coisa de Hollywood, cena clichê) pra demonstrar a intensidade do momento, quero algo simples, um romance que eu soubesse que ia acabar a qualquer momento, que soubesse o seu fim, pra eu ao menos me preparar pra isso, utópico talvez, mas não impossível. Não quero que seja cheio de “melações”, de grudes, de amassos intermináveis, de palavras exageradas e metáforas de outro mundo pra dizer o que está sentindo. Quero algo verdadeiro, quero aquilo que me seja sensato, recíproco, entendido ou não pelos dois lados, mas que tenha sintonia, harmonia, utópico talvez, mas não impossível. E quero que dure mais que um feriado, não precisa durar meses, mas que seja uma ou duas semanas, estaria lindo!


Ilusão ou não, continuo vivendo cheio de ambições, planos, estratégias, desejos e é o desejo que constrói ou destrói o Homem, e não posso fazer nada se tenho desejos, sou um ser humano vivo e anormal por isso, envenenado ou enfeitiçado pelos amores corrompidos...